Reciclagem de Plásticos

Este blog foi desenvolvido como atividade de pesquisa acadêmica, na disciplina de Informática Aplicada, no curso de Engenharia Ambiental, em 2006/2, na UNISC - Santa Cruz do Sul, 24 de Agosto de 2006. PESQUISA ELABORADA PELOS ACADÊMICOS: DANIELA MUELLER - danielamueller@hotmail.com FERNANDA MARDER - fernandamarder@yahoo.com.br LEONARDO BENVEGNÚ - lmbenvegnu@yahoo.com.br TEMA: Reciclagem de Plásticos.

Saturday, September 02, 2006

INTRODUÇÃO

A partir da Segunda Guerra Mundial o campo dos materiais foi revolucionado pela descoberta acidental do polímero sintético oriundo da nafta, um derivado do petróleo, o chamado plástico.
Os materiais conhecidos como “plásticos” são na realidade artefatos fabricados a partir de resinas sintéticas, que são por sua vez produzidas através de matérias-primas de origem natural, como o petróleo, o gás natural, o carvão ou o sal comum. Apesar de enorme produção de “plásticos”, a sua fabricação consome aproximadamente 5% do petróleo produzido comercialmente no mundo. As resinas sintéticas são comercializadas sob a forma de pó, grânulos, líquidos ou em solução, os quais, após aplicação de calor e pressão, se transformam nos produtos tão conhecidos no nosso dia-a-dia. (PIVA,2004)
O plástico tornou-se peça fundamental em nossas vidas, segundo Callister (2000) podendo ser produzido de maneira barata e suas propriedades podem ser administradas num nível em que muitas delas são superiores às contrapartes naturais.
A utilização dos artefatos plástico em quase todos os setores da economia, tais como: construção civil, agrícola, de calçados, móveis, alimentos, têxtil, lazer, telecomunicações, eletroeletrônicos, automobilístico, médico-hospitalar e distribuição de energia, cresceu de forma rápida, gerando grande quantidade de resíduo plástico. Em conseqüência, veio a preocupação com a deposição no meio ambiente.
A reciclagem surgiu como uma maneira de reintroduzir no sistema uma parte da matéria (e da energia), que se tornaria lixo. Assim desviados, os resíduos são coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de bens, os quais eram feitos anteriormente com matéria prima virgem. Dessa forma, os recursos naturais ficam menos comprometidos.
Com a crescente utilização de artefatos plásticos, tem causado grandes problemas quanto ao seu destino final, justificando, assim, o desenvolvimento de estudos sobre o reaproveitamento deste material. Um dos maiores problemas é que este tipo de material ocupa grandes volumes em aterros sanitários, dificultando a compactação e a decomposição de materiais biologicamente degradáveis, uma vez que, criam camadas impermeáveis que afetam as trocas de líquidos e gases gerados no processo de biodegradação da matéria orgânica.
A degradação dos plásticos é muito lenta, comprometendo a vida útil dos locais de deposição de lixo.
A reciclagem é considerada uma possibilidade para minimizar esses problemas, pois assim deixam de ser jogados centenas de toneladas de plásticos no meio ambiente.






O QUE É PLÁSTICO


A origem da palavra plástico vem do grego plastikós, que significa: adequado à moldagem. Plásticos são formados por longas moléculas que são compostas por entidades estruturais conhecidas por unidades mero, as quais se repetem sucessivamente ao longo da cadeia. O termo “mero” tem sua origem na palavra grega meros, que significa parte; um único mero é chamado de monômero; o termo polímero foi criado para significar muitos meros. O “mero” representa a unidade que se repete na cadeia de um polímero, enquanto o termo “monômero” é usado para se referir a uma molécula que consiste em um único mero. (CALLISTER, 2000)
Os plásticos são produzidos através de um processo químico chamado de Polimerização, que proporciona a união química de monômeros para formar polímeros.
Os polímeros podem ser naturais ou sintéticos. Os naturais tais como: algodão, madeira, cabelos, chifre de boi, látex entre outros, são comuns em plantas e animais. Os sintéticos, tais como os plásticos, são obtidos pelo homem através de reações químicas. O tamanho e estrutura da molécula do polímero determinam as propriedades do material plástico. (CALLISTER, 2000)
A matéria-prima dos plásticos é o petróleo. Na realidade, o petróleo é formado por uma complexa mistura de compostos. Pelo fato destes compostos possuírem diferentes temperaturas de ebulição, é possível separá-los através de um processo conhecido como destilação ou craqueamento. A fração nafta é fornecida para as centrais petroquímicas, onde passa por uma série de processos, dando origem aos principais monômeros, como por exemplo, o eteno.


CLASSIFICAÇÃO DE POLÍMEROS

Existem dois tipos de plásticos segundo definição do site PLASTIVIDA.

Termoplásticos: São aqueles que amolecem quando aquecidos, podendo ser moldados. Após o resfriamento, endurecem e adquirem uma forma determinada. Quando submetidos ao aquecimento à temperatura adequada, os termoplásticos amolecem, fundem-se, então, são novamente moldados.
No Brasil, os termoplásticos reciclados não podem ser empregados na elaboração de embalagens para alimentos, a fim de evitar contaminações provenientes de tinta e produtos tóxicos utilizados na sua fabricação. Desta forma, são usados na elaboração de baldes, mangueiras, sacos de lixo e outros artefatos.
Termofixos: São aqueles que não se difundem e, uma vez moldados e endurecidos, não podem ser novamente processados. É o caso específico das telhas transparentes, do revestimento do telefone, do material do telefone publico (orelhão) e de inúmeras peças utilizadas na mecânica em geral, especificamente na indústria automobilística. Esses materiais, embora não possam ser novamente moldados, podem ser utilizados, após-moídos, na elaboração de outros artefatos ou incorporados nas composições de outros plásticos.
CLASSIFICAÇÃO DOS DESCARTES DOS PLASTICOS:

Reciclagem primária ou pré-consumo:

É a conversão de resíduos plásticos por tecnologia convencionais de processamento em produtos com características de desempenho equivalentes às daqueles produtos fabricados a partir de resinas virgens. A reciclagem pré-consumo é feita com os materiais termoplásticos provenientes de resíduos industriais, os quais são limpos e de fácil identificação, não contaminados por partículas ou substâncias estranhas.

Reciclagem secundária ou pós-consumo:

É a conversão de resíduos plásticos de lixo por um processo ou por uma combinação de operações. Os materiais que se inserem nesta classe provêm de lixões, sistemas de coleta seletiva, sucatas, etc. são constituídos pelos mais diferentes tipos de material e resina, o que exige uma boa separação, para poderem ser aproveitados.

Reciclagem terciária:

É a conversão de resíduos plásticos em produtos químicos e combustíveis, por processos termoquímicos (pirólise, conversão catálica). Por esses processos, os materiais plásticos são convertidos em matérias-primas que podem originar novamente as resinas virgens ou outras substâncias interessantes para a indústria, como gases e óleos combustíveis.
TIPOS DE PLÁSTICOS

Segundo a norma NBR 13230 da ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas, que padroniza os símbolos que identificam os diversos tipos de resina (plásticos) virgens. O objetivo é facilitar a etapa de triagem dos resíduos plásticos que serão encaminhados à reciclagem.
Os plásticos são reunidos em sete grupos ou categorias: 1. PET, 2. PEAD, 3. PVC, 4. PEBD/PELBD, 5. PP, 6. PS e 7. Outros (ABS/SAN, EVA, PA, PC). O símbolo da reciclagem com um número ou uma sigla no centro, muitas vezes encontrado no fundo dos produtos.

Polietilenos de Baixa e Alta Densidade:
- Baixa densidade (flutuam na água);
- Amolecem à baixa temperatura (PEBD = 85°C; PEAD = 120°C)
- Queimam como vela, liberando cheiro de parafina;
- Superfície lisa e "cerosa".


Polipropileno:

- Baixa densidade (flutuam na água);
- Amolece à baixa temperatura (150°C);
- Queima como vela, liberando cheiro de parafina;
- Filmes, quando apertados nas mãos, fazem barulho semelhante ao celofane.


Poli(cloreto de vinila):

- Alta densidade (afunda na água);
- Amolece à baixa temperatura (80°C);
- Queima com grande dificuldade, liberando um cheiro acre de cloro;
- É solubilizado com solventes (cetonas).


Poliestireno:

- Alta densidade (afunda na água);
- Quebradiço;
- Amolece à baixa temperatura (80 a 100°C);
- Queima relativamente fácil, liberando fumaça preta com cheiro de "estireno";
- É afetado por muitos solventes.


Poli(tereftalato de etileno):

- Alta densidade (afunda na água);
- Muito resistente;
- Amolece à baixa temperatura (80°C);
- Utilizado no Brasil em embalagens de refrigerantes gasosos, óleos vegetais, água mineral, etc.

Outros.O

Neste grupo encontram-se, entre outros, os seguintes plásticos: ABS/SAN, EVA, PA e PC.Produtos: solados, autopeças, chinelos, pneus, acessórios esportivos e náuticos, plásticos especiais e de engenharia, CDs, eletrodomésticos, corpos de computadores, etc. Benefícios: flexibilidade, leveza, resistência à abrasão, possibilidade de design diferenciado.


CICLO DA VIDA DO PLÁSTICO

PLÁSTICO FILME - Após ser separado do lixo, o plástico filme é enfardado para a reciclagem.
Na recicladora, o material passa pelo aglutinador, uma espécie de batedeira de bolo grande que aquece o plástico pela fricção de suas hélices, transformando em uma espécie de farinha.
Em seguida, é aplicada pouca água para provocar um resfriamento repentino que resulta na aglutinação: as moléculas dos polímeros se contraem, aumentando sua densidade, transformando o plástico em grãos.
Assim, ele passa a ter peso e densidade suficientes para descer no funil da extrusora, a máquina que funde o material e o transforma em tiras. Na última etapa, elas passam por um banho de resfriamento e são picotados em grãos chamados "pellets", que são ensacados e vendidos para fábricas de artefatos plásticos.

PLÁSTICO RÍGIDO - Depois de separado, enfardado e estocado, o plástico é moído por um moinho de facas e lavado para voltar ao processamento industrial.
Após a secagem, o material é transferido para o aglutinador, que tem a forma de um cilindro contendo hélices que giram em alta rotação e aquecem o material por fricção, transformando-o numa pasta plástica. Em seguida, é aplicada água em pequena quantidadepara provocar resfriamento repentino, que faz as moléculas dos polímeros se contraírem, aumentando sua densidade.
Assim, o plástico adquire a forma de grânulos e entra na extrusora, máquina que funde e dá aspecto homogêneo ao material que é transformado em tiras (spaghetti). Na última etapa, as tiras de material derretido passam por um banho de resfriamento, que as solidificam.
Depois, são picotadas em grãos, chamados "pellets", vendidos para fábricas de artefatos plásticos, que podem misturar o material reciclado com resina virgem para produzir novas embalagens, peças e utensílios. É possível usar 100% de material reciclado.
O QUE É RECICLAGEM

Segundo o CEMPRE, 15% dos plásticos rígidos e filme é reciclado em média no Brasil, o que equivale a 200 mil toneladas por ano.Um dos empecilhos é a grande variedade de tipos de plásticos. Uma das alternativas seria definir um tipo específico de plástico para ser coletado.
Os plásticos recicláveis são: potes de todos os tipos, sacos de supermercados, embalagens para alimentos, vasilhas, recipientes e artigos domésticos, tubulações e garrafas de PET, que convertida em grânulos é usada para a fabricação de cordas, fios de costura, cerdas de vasSouras e escovas.
Os não recicláveis são: cabos de panela, botões de rádio, pratos, canetas, bijuterias, espuma, embalagens a vácuo, fraldas descartáveis.
RECICLAGEM DO PLÁSTICO

O lixo brasileiro contém de 5 a 10% de plásticos, segundo publicado no site: www.reviverde.org.br, conforme o local. São materiais que, como o vidro, ocupam um considerável espaço no meio ambiente. O ideal: serem recuperados e reciclados. Plásticos são derivados do petróleo, produto importado (60% do total no Brasil). A reciclagem do plástico exige cerca de 10% da energia utilizada no processo primário.
Do total de plásticos produzidos no Brasil, só reciclamos 15%. Um dos empecilhos é a grande variedade de tipos de plásticos. Uma das alternativas seria definir um tipo específico de plástico para ser coletado.
Os plásticos recicláveis são: potes de todos os tipos, sacos de supermercados, embalagens para alimentos, vasilhas, recipientes e artigos domésticos, tubulações e garrafas de PET, que convertida em grânulos é usada para a fabricação de cordas, fios de costura, cerdas de vassouras e escovas.
Os não recicláveis são: cabos de panela, botões de rádio, pratos, canetas, bijuterias, espuma, embalagens a vácuo, fraldas descartáveis.
A fabricação de plástico reciclado economiza 70% de energia, considerando todo o processo desde a exploração da matéria-prima primária até a formação do produto final. Além disso, se o produto descartado permanecesse no meio ambiente, poderia estar causando maior poluição. Isso pode ser entendido como uma alternativa para as oscilações do mercado abastecedor e também como preservação dos recursos naturais, o que podendo reduzir, inclusive, os custos das matérias primas. O plástico reciclado tem infinitas aplicações, tanto nos mercados tradicionais das resinas virgens, quanto em novos mercados.
O plástico reciclado pode ser utilizado para fabricação de:
- Garrafas e frascos, exceto para contato direto com alimentos e fármacos;
- Baldes, cabides, pentes e outros artefatos produzidos pelo processo de injeção;
- "Madeira - plástica";
- Cerdas, vassouras, escovas e outros produtos que sejam produzidos com fibras;
- Sacolas e outros tipos de filmes;
- Painéis para a construção civil.
VANTAGENS DE RECICLAR O PLÁSTICO

A reciclagem de plásticos tem dupla vantagem:
- Primeiramente, reduz o volume final dos resíduos e segundo - a recuperação dos resíduos e sua reutilização assegura a economia de matérias primas e de energia. ISO pode ser entendido como uma alternativa para as oscilações do mercado abastecedor e também como preservação dos recursos naturais, o que podendo reduzir, inclusive, os custos das matérias primas.
O plástico reciclado tem infinitas aplicações, tanto nos mercados tradicionais das resinas virgens, quanto em novos mercados.
O plástico reciclado pode ser utilizado para fabricação de vários materiais, segundo site www.reviverde.org.br:
- Garrafas e frascos, exceto para contato direto com alimentos e fármacos;
- Baldes, cabides, pentes e outros artefatos produzidos pelo processo de injeção;
- "Madeira - plástica";
- Cerdas, vassouras, escovas e outros produtos que sejam produzidos com fibras;
- Sacolas e outros tipos de filmes;
- Painéis para a construção civil.
A reciclagem do plástico exige cerca de 10% da energia utilizada no processo primário.

HISTÓRIA DO PET

A primeira amostra desse material foi desenvolvida pelos ingleses Whinfield e Dickson, em 1941. As pesquisas que levaram à produção em larga escala do poliéster começaram somente após a Segunda Grande Guerra, nos anos 50, em laboratórios dos EUA e Europa. Baseavam-se, quase totalmente, nas aplicações têxteis. Em 1962, surgiu o primeiro poliéster pneumático. No início dos anos 70, o PET começou a ser utilizado pela indústria de embalagens.O PET chegou ao Brasil em 1988 e seguiu uma trajetória semelhante ao resto do mundo, sendo utilizado primeiramente na indústria têxtil. Apenas a partir de 1993 passou a ter forte expressão no mercado de embalagens, notadamente para os refrigerantes. Atualmente o PET está presente nos mais diversos produtos.

RECICLAGEM DE PET

O Brasi produziu 255 mil toneladas de plástico PET em 2000. A demanda mundial é de cerca de 5 milhões de toneladas por ano.O material, que é um poliéster termoplástico, tem como característica a leveza, a resistência e a transparência, ideais para satisfazer à demanda do consumo doméstico de refrigerantes e de outros produtos, como artigos de limpeza e cosmetíveis em geral.
QUANTO É RECICLADO?

A reciclagem de plásticos no Brasil, segundo site http://www.plastico.com.br/revista,
Rodrigo Imbellonia relata que: a reciclagem de plásticos pós-consumo no Brasil é de 17,5%. A estimativa é do programa Plastivida, da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que radiografou essa atividade no país (nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e na Grande São Paulo) entre 1999 e 2003. Trata-se de um percentual muito positivo em comparação à taxa européia que gira em torno de 22%. Hoje, o Brasil já superou, por exemplo, Portugal e Grécia, cujos índices estão abaixo de 5%.
Para a Abiquim, o potencial do mercado de reciclagem de plásticos é grande: a capacidade instalada da indústria já alcança cerca de instalada da indústria já alcança cerca de 340 mil toneladas/ano e movimenta, em valor de produção, mais de R$ 200 milhões anuais. Em 2001, a produção de plásticos atingiu 3,7 milhões de toneladas e, em 2002, chegou a 3,9 milhões de toneladas. Segundo estudos do Plastivida, no Rio Grande do Sul, o índice de reciclagem pós-consumo é de 27,6%; no Ceará, 21,3%; no Rio de Janeiro, 18,6%; na Grande São Paulo, 15,8%; na Bahia, 9,4%; e em Minas Gerais, 5,6%.

PET

Em 2002, o Brasil consumiu 300 mil toneladas de resina pet na fabricação de embalagens.A demanda mundial é de cerca de 6,7 milhões de toneladas por ano.- 35% da resina pet produzida no país foi reciclada, totalizando 105 mil toneladas - um crescimento da ordem de 18% em relação a 2001. A indústria têxtil é o setor que mais utiliza o pet reciclado (cerca de 41%).- As recicladoras em operação no Brasil geram, diretamente, cerca de 2 mil empregos e, indiretamente, cerca de 10 mil, entre catadores e sucateiros registrados.- Segundo a Abipet (Associação Brasileira da Indústria do pet), o Brasil absorve menos de 5% da produção mundial de pet e está na 33ª posição mundial em consumo per capita de embalagens de pet.
PVC

O pvc tem taxa de reciclagem de cerca de 10%, sendo que sua participação no lixo urbano é menor do que 0,5%.- Trata-se de uma resina com longo ciclo de vida - cerca de 50 anos - aplicada prioritariamente(70% da produção) na construção civil.

VANTAGENS DE RECICLAR O PET

O Pet reciclado é utilizado na fabricação de cordas e fios de costura, carpetes, bandejas de frutas e até mesmo novas garrafas. Além de desviar o lixo plástico dos aterros, utiliza apenas 30% da energia necessária para a produção da resina virgem.Pode ser reciclado várias vezes, sem prejudicar a qualidade do produto final, segundo site: www.reviverde.org.br/plastico.htm
Sem esquecer:
- Redução do volume de lixo coletado, que é removido para aterros sanitários, proporcionando melhorias sensíveis no processo de decomposição da matéria orgânica (o plástico impermeabiliza as camadas em decomposição, prejudicando a circulação de gases e líquidos);
- Economia de energia elétrica e petróleo, pois a maioria dos plásticos é derivada do petróleo, e um quilo de plástico equivale a um litro de petróleo em energia;
- Geração de empregos (catadores, sucateiros, operários, etc.)
- Menor preço para o consumidor dos artefatos produzidos com plástico reciclado aproximadamente 30% mais baratos do que os mesmos produtos fabricados com matéria-prima virgem.
O CICLO DE VIDA DO PET

Após a seleção, separação e pré-reprocessamento do material, a reciclagem pode ocorrer de três formas, segundo o site www.reviverde.org.br
Na reciclagem primária, a sucata limpa é triturada em pedaços uniformes, retornando à produção de resina na própria unidade.Na reciclagem secundária, o PET é reprocessado mecanicamente, em equipamentos que recuperam o poliéster para a fabricação de fibras, lâminas ou embalagens. Já a reciclagem terciária consiste na reversão química do processo que formou o polímero de PET, possibilitando o retorno às matérias-primas originais, usadas novamente para a fabricação do mesmo produto.Outra forma de aproveitamento é a incineração em unidades termoelétricas, que recuperam parcialmente a energia contida no material.
TÉCNICAS DE MOLDAGEM

Uma grande variedade de técnicas é empregada na conformação de materiais poliméricos. O método usado para um polímero específico depende de fatores:

· se o material é termofixo ou termoplástico;
· se termoplástico, a temperatura na qual amolece;
· a estabilidade atmosférica do material;
· a geometria e o tamanho do produto acabado.

A fabricação de materiais poliméricos ocorre normalmente a temperaturas elevadas e, com freqüência, com a aplicação de pressão. Os termoplásticos são conformados acima das suas temperaturas de transição vítrea, se amorfos, ou acima das suas temperaturas de fusão, se semicristalinos;deve ser mantida a aplicação de uma pressão à medida que a peça é resfriada, a fim de que o item conformado mantenha a sua forma . Um benefício econômico significativo de se usar termoplásticos é o fato de eles poderem ser reciclados; as peças de termoplásticos refugadas podem ser novamente fundidas e reconformadas em novas formas. (CALLISTER, 2000)
MOLDAGEM POR EXTRUÇÃO

O processo de Extrusão de um termoplástico consiste em forçar a passagem contínua do material através da extrusora. Esta passagem segue até o final do conjunto, onde encontra a matriz que dá o formato final do produto desejado. Apesar de a extrusora possuir múltiplas funções para os polímeros, o fundamento principal que rege é o de que ela funciona como uma bomba, mecanicamente falando. Este equipamento, normalmente, deve ser capaz de prover uma pressão uniforme no material para promover um fluxo igualmente uniforme e constante do polímero até alcançar a saída da matriz. O conjunto cilindro/rosca da extrusora tem acabamento interno de cós especiais para resistir aos esforços internos e condições d processamento.
Resumidamente, as extrusoras servem para fundir e homogeneizar o termoplástico e transportá-lo a uma taxa constante de fluxo, sob uma condição também constante de pressão, até a matriz.
Sem dúvida nenhuma, o processo de extrusão é o mais importante método de transformação das poliolefinas. Com a extrusora podem-se obter diversos artigos plásticos, incluindo tubos, placas, chapas finas, filamentos e cabos, fibras e filmes, que são de grande interesse comercial.

MOLDAGEM POR SOPRO

A moldagem por sopro é um processo usado para produção de peças ocas, utilizando-se dos termoplásticos.
O processo básico envolve a produção de uma pré-forma (parison), que é colocada dentro de um molde com a forma da peça a ser produzida. Injeta-se então, gás pressurizado (normalmente ar) dentro do parison aquecido, forçando-o em direção às paredes do molde. Em seguida, a pressão é mantida até o resfriamento e solidificação da peça, para posterior abertura do molde e remoção da peça soprada.
MOLDAGEM POR INJEÇÃO

A moldagem por injeção é a técnica mais amplamente difundida para a fabricação de materiais termoplásticos. A quantidade correta de material peletizado é alimentada a partir de uma moela de carregamento para o interior de um cilindro, através de um movimento de um êmbolo ou pistão. Essa carga é empurrada para frente para o interior de uma câmara de aquecimento, em cujo ponto o material termoplástico se fnde para formar um líquido viscoso. Em seguida, o plástico fundido é impelido, novamente pelo movimento de um pistão, através de um bico injetor, para o interior da cavidade fechada do molde; a pressão é mantida até que o material moldado tenha solidificado. Finalmente, o molde é aberto, a peça é ejetada, o molde é fechado, e todo o ciclo é repetido. Provavelmente, a característica mais excepcional desta técnica seja a velocidade com que as peças podem ser produzidas.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS POLÍIMEROS

As propriedades mecânicas dos polímeros são especificadas através dos parâmetros, modulo de elasticidade, o limite de resistência à tração e as resistências ao impacto e a fadiga. Para muitos materiais poliméricos, o ensaio simples tensão- deformação é empregado para a caracterização de alguns desses parâmetros mecânicos. As características mecânicas dos polímeros, em sua maioria, são muito sensíveis à taxa de deformação, a temperatura e a natureza química do ambiente (a presença de água, oxigênio, solventes orgânicos, entre outros). (CALLISTER,2000)
São encontrados três tipos de comportamento tensão-deformação tipicamente diferentes nos materiais poliméricos, na figura 1. A curva A ilustra o comportamento tensão-deformação apresentado por um polímero frágil, mostrando que este sofre uma fratura enquanto se deforma elasticamente. O comportamento apresentado material plástico, curva B, é semelhante aquele encontrado para muitos materiais metálicos; a deformação inicial é elástica, a qual é seguida por escoamento e por uma região de deformação plástica. Finalmente, a deformação apresentada pela curva C é totalmente elástica; essa elasticidade é apresentada por uma classe de polímeros conhecida como elastômero. (CALLISTER,2000)
O módulo de elasticidade e a ductilidade em termos de alongamento percentual são determinados para os polímeros. No plástico (curva B, fig.1) o limite de escoamento é tomado como sendo um valor máximo na curva, o que ocorre imediatamente após o término da região elástica linear (figura 2);a tensão nesse ponto máximo é o limite de escoamento. Além do mais, o limite de resistência à tração (LRT) corresponde ao nível de tensão no qual a fratura ocorre (fig,2): o LRT pode ser maior ou menor do que o limite de escoamento. A resistência, no caso dos plásticos, é tomada normalmente como sendo o limite de resistência a tração. (CALLISTER,2000)
A influência da taxa de deformação sobre o comportamento mecânico também pode ser importante . Em geral uma diminuição da taxa de deformação apresenta a mesma influência sobre as características tensão-deformação que um aumento da temperatura; isto é, o material se torna mais mole e mais dúctil.



TIPOS DE RECILAGEM

RECICLAGEM MECÂNICA

A reciclagem mecânica consiste na conversão dos descartes plásticos pós-industriais ou pós-consumo em grânulos que podem ser reutilizados na produção de outros produtos, como sacos de lixo, solados, pisos, conduítes, mangueiras, componentes de automóveis, fibras, embalagens não-alimentícias e outros.
Este tipo de processo passa pelas seguintes etapas:
- Separação: separação em uma esteira dos diferentes tipos de plásticos, de acordo com a identificação ou com o aspecto visual. Nesta etapa são separados também rótulos de diferentes materiais, tampas de garrafas e produtos compostos por mais de um tipo de plástico, embalagens metalizadas, grampos, etc.Por ser uma etapa geralmente manual, a eficiência depende diretamente da prática das pessoas que executam essa tarefa. Outro fator determinante da qualidade é a fonte do material a ser separado, sendo que aquele oriundo da coleta seletiva e mais limpo em relação ao material proveniente dos lixões ou aterros.
- Moagem: Após separados os diferentes tipos de plásticos, estes são moídos e fragmentados em pequenas partes.
- Lavagem: Após triturado, o plástico passa por uma etapa de lavagem com água para a retirada dos contaminantes. É necessário que a água de lavagem receba um tratamento para a sua reutilização ou emissão como efluente.
- Aglutinação: Além de completar a secagem, o material é compactado, reduzindo-se assim o volume que será enviado à extrusora. O atrito dos fragmentos contra a parede do equipamento rotativo provoca elevação da temperatura, levando à formação de uma massa plástica. O aglutinador também é utilizado para incorporação de aditivos, como cargas, pigmentos e lubrificantes.
- Extrusão: A extrusora funde e torna a massa plástica homogênea. Na saída da extrusora, encontra-se o cabeçote, do qual sai um "espaguete" contínuo, que é resfriado com água. Em seguida, o "espaguete" é picotado em um granulador e transformando em pellet (grãos plásticos).

RECICLAGEM QUIMICA

A reciclagem química re-processa plásticos, transformando-os em petroquímicos básicos que servem como matéria-prima em refinarias ou centrais petroquímicas. Seu objetivo é a recuperação dos componentes químicos individuais para reutilizá-los como produtos químicos ou para a produção de novos plásticos.
Os novos processos desenvolvidos de reciclagem química permitem a reciclagem de misturas de plásticos diferentes, com aceitação de determinado grau de contaminantes como, por exemplo, tintas, papéis, entre outros materiais.Entre os processos de reciclagem química existentes, destacam-se:
- Hidrogenação: As cadeias são quebradas mediante o tratamento com hidrogênio e calor, gerando produtos capazes de serem processados em refinarias.
- Gaseificação: Os plásticos são aquecidos com ar ou oxigênio, gerando-se gás de síntese contendo monóxido de carbono e hidrogênio.
- Quimólise: Consiste na quebra parcial ou total dos plásticos em monômeros na presença de Glicol/Metanol e água.
- Pirólise: É a quebra das moléculas pela ação do calor na ausência de oxigênio. Este processo gera frações de hidrocarbonetos capazes de serem processados em refinaria.

RECICLAGEM ENERGETICA

É a recuperação da energia contida nos plásticos através de processos térmicos.
A reciclagem energética distingue-se da incineração por utilizar os resíduos plásticos como combustível na geração de energia elétrica. Já a simples incineração não reaproveita a energia dos materiais. A energia contida em 1 kg de plástico é equivalente à contida em 1 kg de óleo combustível. Além da economia e da recuperação de energia, com a reciclagem ocorre ainda uma redução de 70 a 90% da massa do material, restando apenas um resíduo inerte esterilizado.
O PLÁSTICO E A GERAÇÃO DE ENERGIA

Conforme citado no site: www.cetsam.senai.br/bolsa
- A presença dos plásticos é de vital importância, pois aumenta o rendimento da incineração de resíduos municipais.
- O calor pode ser recuperado em caldeira, utilizando o vapor para geração de energia elétrica e/ou aquecimento.
- Testes em escala real na Europa comprovaram os bons resultados da co-combustão dos resíduos de plásticos com carvão, turfa e madeira, tanto técnica, econômica, como ambientalmente.
- A queima de plásticos em processos de reciclagem energética reduz o uso de combustíveis (economia de recursos naturais).
- A reciclagem energética é realizada em diversos países da Europa, EUA e Japão e utiliza equipamentos da mais alta tecnologia, cujos controles de emissão são rigidamente seguros, anulando riscos à saúde ou ao meio ambiente.
UTILIZAÇÃO E BENEFICIOS
Conforme citado no site: http://www.compam.com.br, os plásticos são utilizados em quase todos os setores da economia, tais como: construção civil, agrícola, de calçados, móveis, alimentos, têxtil, lazer, telecomunicações, eletroeletrônicos, automobilísticos, médico-hospitalar e distribuição de energia.
Nestes setores, os plásticos estão presentes nos mais diferentes produtos, a exemplo dos geossintéticos, que assumem cada vez maior importância na drenagem, no controle de erosão e reforço do solo de aterros sanitários, em tanques industriais, entre outras utilidades.
O setor de embalagens para alimentos e bebidas vem se destacando pela utilização crescente dos plásticos, em função de suas excelentes características, entre elas: transparência, resistência, leveza e atoxidade.
CURIOSIDADES

De garrafa a garrafa –

Não é de hoje que se tenta trazer para o Brasil a tecnologia que permite reutilizar 100% de PET reciclado na produção de novas garrafas para bebidas. No segundo semestre de 2000, um especialista americano da Coca-Cola proferiu palestra no País, garantindo por a mais b que um novo processo de superlavagem assegurava ao reciclado o mesmo nível de pureza da matéria-prima virgem. Também afirmava que o FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos, aprovava seu uso. Despertou interesse, mas não muito. Afinal, a legislação brasileira proíbe o contato direto de material reciclado com alimentos.
A Coca-Cola voltou à carga no ano passado, durante o Recicle Show, realizado em outubro, em Porto Alegre-RS. Mais uma vez, seus representantes tentaram convencer o mercado brasileiro que, mesmo contaminado, o PET pós-uso readquire características e pureza de resina virgem. Aos interessados, a transnacional oferecia financiamentos para instalações inteiras e garantia a compra da produção. Mas a legislação brasileira continua proibindo o uso de reciclado no contato com alimentos.
Empresa de porte bem conhecida no ramo de preformas e com poder de fogo para brigar por mudanças, a Bahia Pet resolveu apostar no negócio e investiu US$ 5 milhões numa fábrica em Aratu-BA, onde pretende produzir 7.500 toneladas/ano de PET reciclado. A tecnologia empregada provém de uma empresa alemã, chamada OHL, que batizou seu processo de Stehing Bottle-to-Bottle. O princípio é o mesmo do divulgado pelo especialista da Coca-Cola, com promessas de restituir à resina reciclada as propriedades do material virgem.
É a primeira investida da empresa no ramo de reciclagem. A nova fábrica deve revalorizar principalmente garrafas pós-uso, mas também pós-industrial, informa o diretor industrial da Bahia Pet Roberto Carlos de Souza. Segundo ele, a intenção é fornecer material de qualidade para aplicações não alimentícias, como embalagens para o segmento de limpeza (detergente, desinfetante, etc.), óleo lubrificante, e também para a injeção de peças, extrusão de chapas de usos diversos, e ainda na indústria têxtil.Intenção de concorrer com o produto virgem na fabricação de embalagens para alimentos e bebidas até há. Porém esse consiste no segundo passo, diz o diretor. O primeiro é colocar a fábrica em pé. Após instalada e produzindo, a Bahia Pet planeja correr atrás da liberação para abastecer também o mercado de embalagens de alimentos e bebidas. Afinal, será mais fácil convencer as autoridades com o produto em mãos. “Depois que a unidade estiver pronta, pretendemos submeter o processo à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”, admite o diretor.
Não será fácil alterar a legislação brasileira quanto ao assunto, visto que nem a pendenga da tributação sobre o reciclado plástico foi resolvida (veja boxe a respeito). Na opinião de Marçon, da Recipet, o mercado de embalagem se mostra curioso a respeito da nova tecnologia bottle to bottle (garrafa a garrafa), mas a maioria ainda a considera inviável no País, por ora. Há até fabricante de embalagem achando que basta colocar as garrafas usadas de PET num lado da máquina e retirar novas do outro lado. Parece piada, mas não é. Há muita desinformação.
“Muitos interessados desistiram, pois perceberam os riscos”, diz Marçon. Segundo ele, o FDA não deu carta branca para o uso do material. Apenas fornece uma carta de não-objeção. “É total responsabilidade do fabricante da embalagem e de quem usá-la”, comenta.
Na opinião do diretor da Recipet, a qualidade da matéria-prima ofertada no País hoje é muito inferior à dos países onde o novo processo está sendo testado. Para ele, a qualidade da nova garrafa seria sofrível. “Além disso, o processo para obtenção de flakes com a qualidade requerida para fazer novas garrafas provoca perdas de até 30% de matéria-prima, o que pode inviabilizar investimentos em equipamentos importados”, pondera.
Esses maquinários foram desenhados para devolver aos flakes limpos de PET a pureza do material virgem.
Quem acredita que o fenômeno PET se justifica na rentabilidade e já pensa em abrir uma empresa de reciclagem, cuidado. De acordo com o especialista no tema, o consultor José Carlos Froes, as garrafas de PET recicladas rendem bem pouco aos empreendedores e muitos deslumbrados já fecharam as portas. Por que, afinal, a maioria dos interessados em reciclar corre logo atrás do PET, embora outras resinas, como os polietilenos ou o poliestireno, têm demanda bem superior, e, claro, oferta também, e ainda requerem investimentos menores? A produção de brasileira de PET no ano passado ficou em torno de 350.000 toneladas, contra 811.000 de PEAD, 890.000 t de PP, ou ainda 314.000 t de PS.
A resposta salta aos olhos. São as garrafas de PET as mais visíveis, se avolumando nas calçadas, nos lixões, nos aterros, nos rios. É o material mais caro para compra. Prensado e separado por cor nos sucateiros, não sai por menos de R$ 0,55 o quilo. Revalorizado em flake é vendido em torno de R$ 1,00 a R$ 1,10 o quilo. A apertada margem deve pagar os custos fixos e de processo e ainda render alguma coisa. Os investimentos mínimos em uma linha adequada de reciclagem são da ordem de R$ 200.000,00, estima Froes. Além disso, a oferta de matéria-prima constitui outro entrave à atividade. Aparentemente disponíveis, as garrafas de PET visíveis nas ruas ainda têm como principal destino o lixão.
A falta de coleta seletiva está na base do problema. Sem ela, a reciclagem vai continuar derrapando. Iniciativas espontâneas da sociedade, como a implantação de coleta seletiva em condomínios e empresas, associadas com medidas do poder público, prometem dar novo impulso à atividade no País, acredita o presidente da Abepet Alfredo Sette. “A indústria opera com 40% de ociosidade”, pondera.

Vassouras PET ecológicas?
O site http://www.serendipidade.com ilustra a vassoura com garrafas PET de refrigerante para montar a parte que varre, a parte inferior da vassoura que fica em contato com o chão, os "pelos" da vassoura.
Se trata então de uma vassoura que além de reciclar a garrafa PET, que sabemos ser um grande vetor poluente de rios e afins, também poupa a piaçava, que é um ser vivo.
Existem outras maneiras de se reciclar a garrafa de Polietileno Tereftálico (PET) - É um plástico 100% derivado do petróleo e portanto orgânico. Existem diversas técnicas de reciclagem que vão desde o uso bruto em outros produtos (nosso caso acima), bem como o uso através de transformações (incinerações, deformações, químicas, etc).
No nosso caso, estavam reciclando a garrafa PET em uma vassoura.
E qual não foi a minha surpresa ao ver que o cabo da vassoura era madeira. Quão ecológica era essa vassoura? O que vale mais? A árvore que demora anos pra crescer ou a garrafa? A garrafa PET bem encaminhada para um centro de reciclagem ou a vassoura?
Senso crítico fica com você, caro leitor. Infelizmente no Brasil, acredito que usar essa solução acima é viável, visto a nossa população desempregada e miserável - uma nova fonte de renda através da reciclagem. Seja na vassoura, árvore de natal ou copos de PET.
Vassoura Reciclada - muito mais bonito e sincero que ecológica. Além de ter o apelo ambiental, acaba dando a noção de responsabilidade social.

Thursday, August 24, 2006

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Artigos


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